Monthly Archives: Janeiro 2013

Três exposições em inauguração sequencial no Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

O Círculo de Artes Plásticas de Coimbra apresenta no próximo sábado, dia 2 de Fevereiro, uma nova série de três exposições, reforçando a inscrição urbana da sua programação. O conjunto de trabalhos apresentados nestas três exposições retoma uma possibilidade de transformação social e política que parece arredada das formas de pensamento único que nos rodeiam. […]

Sobre Thomas Feiner

É difícil dizer por que é que Thomas Feiner é um músico tão extraordinário. Tem uma noção dos espaços intersticiais de uma canção como muito pouca gente alguma vez teve ou tem. Compassos preenchidos por um silêncio carregado de pathos. A voz é áspera, a atmosfera adensa-se a cada verso, por vezes só aflorado, só […]

Blues profundo

As estradas da Louisiana As estradas da Louisiana foram de novo percorridas pelos infames de guitarra às costas e leves, leves, pela beleza de uma condenação elevados ao puro ritmo. Deus ou o demónio surgiam em cada encruzilhada e os menos talentosos tinham apenas de assumir o erro e a ambição, a futura clausura das […]

Três poemas de Jorge Luis Borges

A Recoleta Convencidos da caducidade por tantas nobres certezas do pó, demoramo-nos e baixamos a voz entre as lentas filas de panteões, cuja retórica de sombra e mármore promete ou prefigura a desejável dignidade de estar morto. Belos são os sepulcros, o claro latim e as enlaçadas datas fatais, a conjunção do mármore e da […]

Uma ida à Rádio Universidade de Coimbra (RUC)

Ontem, dia 22 de Janeiro, fui entrevistado no programa de rádio «A Pretexto». Agradeço a Mariana Oliveira o convite, e aqui fica o resultado.

Armadilha, presença e lonjura: work in progress sobre e para Rui Chafes

[As imagens contidas neste ensaio foram escolhidas por Rui Chafes, artista raro e amável; intitulam-se, respectivamente, Apaga-me os olhos (2005, ferro, 214 x 130 x 130 cm, Colec. Esbjerg Kunstmuseum, Esjberg, Dinamarca) e Was soll ich tun wenn Du nicht da bist ? (2004, ferro, 210 x 120 x 524 cm, Colec. Museum Folkwang Essen, Essen, Alemanha)] Isto remonta aos inícios da década […]

Sobre árvores físicas bem reais

Para Rui Chafes Li toda a poesia, e esqueci. Uma parte habita o tecido da biografia E sobre isso nada posso dizer Que não seja destituído De som e perigo.   Outra parte, guardei-a, Crença imprudente, Antepassado sem nome, Fantasma comovido Movendo-se, iluminando Os lugares de metal frio Como o sangue.   É fim de […]