WB sobre Baudelaire

Baudelaire por Nadar

(…)

Ailleurs, bien loin d’ ici! Trop tard! Jamais peut-être!
Car j’ignore où tu fuis, tu ne sais où je vais,
O toi que j’eusse aimée, ô toi qui le savais!

Charles Baudelaire, «À une passante»

What this sonnet communicates is simply this: Far from experiencing the crowd as an opposed, antagonistic element, this very crowd brings to the city dweller the figure that fascinates. The delight of the urban poet is love – not at first sight, but at last sight. It is a farewell forever which coincides in the poem with the moment of enchantment. Thus the sonnet supplies the figure of shock, indeed of catastrophe.

Walter Benjamin, «On some motifs in Baudelaire», in illuminations, Londres, Fontana Press, pp. 165-6.

Todo o Walter Benjamin está contido neste fragmento. A mulher que passa é uma pré-figuração do Angelus Novus das Teses. A possibilidade de redenção e a catástrofe contidas num único instante. A revelação profana. A multidão como uma emblematização do moderno e o choque como uma das dimensões decisivas do poético. E há Baudelaire, o poeta moderno por excelência. Falta Proust, claro, mas o ensaio começa com Bergson e Proust.

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