Sobre árvores físicas bem reais

Para Rui Chafes

Li toda a poesia, e esqueci.

Uma parte habita o tecido da biografia
E sobre isso nada posso dizer
Que não seja destituído
De som e perigo.
 
Outra parte, guardei-a,
Crença imprudente,
Antepassado sem nome,
Fantasma comovido
Movendo-se, iluminando
Os lugares de metal frio
Como o sangue.
 
É fim de tarde, caminho em direcção a casa,
O vento destrói certezas
Sobre árvores físicas bem reais.

[Poema publicado numa folha de sala aquando da exposição de Albano da Silva Pereira integrada no Ciclo Santa Cruz, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, 15 de Dezembro-31 de Janeiro, 2012-2013]

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