Monthly Archives: Julho 2013

Relâmpago, 31-2 | Irene Lisboa

Já disponível. Poesia de Irene Lisboa (poema inédito), Eucanaã Ferraz, Golgona Anghel, João Silveira, Manuel Fernando Gonçalves, Margarida Ferra, Rosa Maria Martelo, Rui Lage. Ensaios e testemunhos sobre Irene Lisboa de Carina Infante do Carmo, Fernando J. B. Martinho, Gastão Cruz, Joana Matos Frias, Fernando Pinto do Amaral, José Bento, Luís Amaro, Luísa Dacosta, Maria […]

Chegámos depois do acontecido

Um mundo em escombros, onde a implicação alegórica se torna endémica, é também um mundo que responde quase visceralmente a tal implicação através de uma representação (aurática) de uma origem ou de um começo, através de um culto de ruínas, a parafrasear a expressão de Walter Benjamin (2004, p. 193). A sensibilidade moderna-cum-barroca é uma sensibilidade […]

Retrato de Guy Debord aos 21 anos

A película destruída por excessos que virias a cometer depois. A peste, a corrosão do mundo, o absurdo da vida sem a qual não. Vidente, espreitas. [Poema retirado de Canto onde, 2006, p. 19]

Só, na paisagem

Plucking feathers from a swan song, canta Scott Walker. Quantas vezes fomos conduzidos até ao limite da música, até ao depois da música? Walker caminha só, na paisagem. Vê se não bates com a cabeça dele Enquanto se arrancam penas de um canto de cisne, a primavera poderá, com gentileza, pressionar com os polegares os […]

O espaço da confissão

No «poço de trevas» que cada um é, só por ironia é que se poderá afirmar a evidência da verdade. Essa evidência de algo que está soterrado, e que merece exumação, é o espaço da psicanálise, tal como foi um dia o espaço da confissão. A cura parece, aliás, querer mostrar-nos, através de uma constante […]

Pedro

Vivemos depois da música. Uma grafia abrasiva invade a imagem que tenho desse rosto. As sombras das árvores desenham uma notação ilegível na página. O piano de Pedro apodrece a um canto.

A Cura de Pedro Eiras (em Coimbra)