Voo nocturno

Hong-Kong – Munique

Uma noite eterna
de aeroporto.

Écrans debitam ficções
quando a única ficção é a morte.

Que silêncio dubitativo
impregna o casulo
do anónimo sono?

Tantos rostos presos
ao influxo das horas.
Cento e cinquenta
adormecidos,
sem pátria, exilados
no ar.

Escuta
a sua respiração
gentil, rarefeita,
perto do colapso.