Lixeiras e bancos

40xabril_320x447A liberdade, ninguém a quer.

Olhar para a luz de frente,
procurar o ponto mais escuro
que se assemelha a um leque,
a uma floresta negociando sombras.

O lixo e o dinheiro são a única estação
onde se pára e se contempla
a história desfigurada.

Alguém acaba de morrer e no seu cérebro
corre um arranjo de virtudes e acidentes.

Crepita a manhã sobre lixeiras e bancos.

(40 x Abril, Lisboa, Abysmo, p. 53.)

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