Egeu

Giorgos Moutatis
Giorgos Moutatis

Civilização morta, fria, arrefecida.

Nós, aleijões do fátuo,
doentes do discurso,
sempre prontos
ao fio de arame que demarca
o impuro,
embarcados estamos.

Pôr a cerca
à volta da doutrina
para que os porcos
não entrem,
essa será todo a política
ainda,
o embrião do que virá.

Corre-se para a vida?
O imperdoável desenha vagas.
O espesso nocturno chumbo deste mar
não responde.