Ofício

Amamos uma mulher, depois um continente perdido.
Afinal, fomos nós que perdemos o norte.
Alguém abre a porta, o vento do deserto
sopra dentro da sala, somos levados para longe
do Paraíso, improvável ficção consentida.

Marcamos o tempo, o compasso.
A música depois do silêncio sabe a notação desabrida,
incontida fúria tomando de assalto as artérias
que insistem no seu ofício de coisas
vivas e frágeis.

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