Category Arte

David Bowie, in memoriam

És agora uma estrela negra, Uma esfinge no firmamento iluminado, Negativo do céu. Hoje sentei-me à tua mesa. Hélas, les amis de la vieillesse. Cantaste o indecifrável chamamento. Era essa a tua única vocação, uma estilização enfática Do que só poderá ser derrota, perjúrio, mentira. Disseste-me que não podias abrir mão De todos os segredos, […]

Sobre «O vidro». Texto escrito por ocasião da atribuição do Prémio Pen (Poesia).

Talvez se imponha dizer que este livro agora premiado – O vidro – é também de todos aqueles que dispensaram o seu tempo e o seu entusiasmo nesse acto de inigualável nobreza que é a leitura de poesia e sobre essa leitura foram dando o seu testemunho ao longo de vinte anos de poemas e […]

Exúvia, gelo e morte: a arte de Rui Chafes depois do fim da arte

Evoquemos o choro de Hölderlin à beira do Neckar, quando os deuses recuam sem regresso. O luto do mundo. É isto o trabalho de Rui Chafes, um modo de traçar na paisagem – nessa paisagem esventrada que nos coube com o advento da modernidade, onde passariam a imperar sem negociação os «dark satanic mills» cunhados […]

Arrancar penas a um canto de cisne

Vinte anos a escrever. A poesia reunida. De frente para trás, do hipotético presente para o hipotético passado. Arrancar penas a um canto de cisne. Poesia 2015-1995. A capa reproduz uma imagem gentilmente cedida por Rui Chafes. O ensaio que serve de posfácio («Inventar a antiguidade do som mais antigo») é de Pedro Eiras. Deixo […]

Rui Chafes | Exúvia

Arte e Neurociência na ESAD

Anoto aqui a minha conferência sobre arte e neurociência feita recentemente junto da ESAD (Caldas da Rainha). Agradeço à Célia e ao Emanuel o convite.

Uma arte do degelo

O livro Uma arte do degelo: a bio-arte e a tectónica do presente é uma reflexão sobre as implicações das biotecnologias no campo artístico. A bio-arte usa, como media, a vida, manipulando-a em laboratório, recontextualizando-a no espaço público, exigindo ponderação reflexiva. Os trabalhos que se fazem aí inscrever parecem sugerir uma perturbação profunda das fronteiras […]